Abecip prevê R$25 bilhões para financiamento de imóveis em 2008


08/05/08 – A liberação de crédito imobiliário, que em 2007 praticamente dobrou, tomando como base 2006, deve apresentar avanço de 36% neste ano. A perspectiva é da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), ao estimar R$25 bilhões à disposição dos brasileiros para a compra de casas e apartamentos.

“Estávamos em um período praticamente estagnado para esse setor. Por isso que o crescimento é grande, mas ele tende a ser menos vigoroso no futuro”, explicou o superintendente-geral da entidade, José Pereira Gonçalves. Segundo o executivo, em relação ao PIB (Produto Interno Bruto), a proporção desses empréstimos fica em 5%. Até que chegue a 10%, o avanço ainda será sobre uma base pequena”, continuou.

Obrigação x negócio rentável – No Brasil, são duas fontes de recursos mais popularizadas para a compra da casa: o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), que sofreu diversas flexibilizações freqüentemente e o SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo).

Para esse último, as instituições financeiras são obrigadas a destinar ao menos 65% de sua captação da poupança. Essa necessidade, aliada ao maior volume aplicado na caderneta, fez com que o crédito se tornasse mais acessível nos últimos anos, com queda de taxas de juros – que não podem superar os 12% ao ano, mais a TR (Taxa Referencial), pelo SFH (Sistema Financeiro da Habitação) – e com alongamento de prazos para pagamento.

Apesar desse impulso, a situação mudou. Na avaliação de Gonçalves, o crédito para a aquisição de casas não é mais uma obrigação dos bancos. A modalidade transformou-se em um negócio rentável, que movimenta a economia como um todo: aumento da demanda por imóveis gera aquecimento da construção civil e da indústria de transformação, que, por sua vez, geram emprego e mantêm um círculo – enquanto a inadimplência não assusta – virtuoso.

“A estabilidade da economia e o crescimento da renda proporcionam um cenário benéfico. Acreditamos que o PIB [Produto Interno Bruto] não crescerá os mesmos 5,2% do ano passado, mas ficará em pelo menos 4,5%”, finalizou o executivo.

Números – Vale lembrar que a capacidade de poupança do brasileiro foi, no primeiro trimestre, a maior para o período desde 1997. De janeiro a março deste ano, a captação líquida (depósitos menos saques) da caderneta ficou em R$3,6 milhões, enquanto, no mesmo período de 1997, foram acumulados R$4,6 milhões.

Segundo dados do Banco Central, após a cifra atingida há 11 anos, praticamente todos os primeiros trimestres subseqüentes tiveram captação líquida negativa. O pior desempenho veio em 2006, quando o rombo superou os R$5,4 milhões. A tendência foi revertida apenas no ano seguinte, quando o saldo ficou positivo em R$2,9 milhões.


Publicado em:  on Maio 20, 2008 at 2:46 pm Comentários (1)

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  1. Parabens pelo blog
    muito bom
    Gostaria que conhecessem esse site achei bastante interessante
    http://www.casasgranjaviana.com


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