R$ 3 bilhões estimularão mercado secundário com base imobiliária

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Recurso originado no FGTS deverá beneficiar produção de imóveis econômicos.

03/12/2008 – Em reunião extraordinária (02/12/2008), o Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) autorizou a Caixa Econômica Federal (Cef) a destinar até R$ 3 bilhões para adquirir títulos com lastro imobiliário, e assim garantir maior liquidez ao mercado secundário. A Cef – agente operador do FGTS – poderá, por exemplo, comprar debêntures de construtoras e incorporadoras, que utilizarão os recursos originados da venda para a produção de empreendimentos imobiliários.

Celso Petrucci, conselheiro na Curadoria do FGTS e diretor do Secovi/SP, é de opinião que haverá benefício para a produção de móveis econômicos: “Este segmento é o que mais necessita de financiamento. Com a medida, o setor da construção civil e imobiliária terá maior liquidez”.

A movimentação dos recursos autorizados pelo Conselho Curador do FGTS ocorrerá a partir de janeiro próximo (2009). Além de debêntures, a Cef poderá adquirir Certificados de Recebíveis Imobilários (CRIs); Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs); e Fundos de Investimentos Imobiliários (FII).

A aquisição dos títulos recebe tratamento de linha de crédito. Sobre as operações incidirão juros, com variação conforme a localização e o valor do imóvel a ser construído. Para empreendimentos constituídos por unidades populares – por exemplo, imóveis de até R$ 130 mil, nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, os juros serão de 7% ao ano, mais Taxa Referencial (TR). Nestas mesmas localidades, recursos destinados à produção de imóveis acima de R$ 130 mil, porém enquadráveis no Sistema Financeiro da Habitação (SFH), terão incidência de 9% ao ano, mais a TR.

Na mesma reunião extraordinária, o Conselho Curador do FGTS decidiu reduzir, de 6% para 5% ao ano, as taxas de juros dos financiamentos para famílias com renda mensal de até R$ 2 mil reais.

Fonte: Secovi/SP

Publicado em: on Dezembro 16, 2008 at 7:21 pm Deixe um comentário

Cidades estruturadas para cuidar do meio ambiente são minoria no país.

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Munic/IBGE aponta falta de recursos específicos e carência de infraestrutura.

15/12/2008, Brasília, DF – Queimadas, desmatamento, assoreamento de corpos d’água, entre outras violências contra o meio ambiente estão presentes em mais de cinco mil municípios brasileiros, número que significa 90,6% do total das cidades do país. A conclusão é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que acaba de divulgar (12/12/2008, sexta-feira) a sétima edição da Pesquisa de Informações Municipais (Munic), com informações primárias sobre gestão pública, meio ambiente, transporte e habitação durante o ano em curso.

Gestão – Entre os 5.564 municípios brasileiros, menos de 1/3 conta com recursos financeiros específicos para fazer frente aos problemas que impactam o meio ambiente; e menos de uma em cada cinco municipalidades possui estrutura adequada para o enfrentamento de tais questões.

Habitação – Segundo o Munic, cerca de 33% dos municípios declararam a existência de favelas. O percentual eleva-se para 84,7%, considerando somente as cidades com população entre 100 mil e 500 mil habitantes, e esbarra em 100% quando se trata de localidades com população superior a 500 mil pessoas. Neste último caso, em que se enquadram 37 municípios, a única cidade que declara a inexistência de favelas é Cuiabá, capital de Mato Grosso.

Transportes – Em 918 municípios brasileiros, o que significa 16% do total, não há nenhum serviço de transporte coletivo por ônibus; e somente 15 cidades contam com metrô, aponta o levantamento feito pelo IBGE. O controverso serviço moto táxi está presente em 52.7% das cidades, enquanto linhas de van operam em 59,9% das localidades.

Foto: ambiente preservado em Chapada das Mesas, Maranhão/Antonio Cunha/www.ambientedomeio.com
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“Em 2009, a construção civil será esteio do PIB brasileiro”.

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Sinduscon/SP projeta para 2009 crescimento de 4,7% para o setor e 3,5% para a economia.

04/12/2008, São Paulo, SP – Pelo menos até final do terceiro trimestre de 2009, a construção civil não refletirá significativamente os efeitos da crise na economia mundial. No referente aos 12 meses do novo ano, a exemplo dos iguais períodos anteriores, o Produto Interno Bruto (PIB) do setor crescerá acima da economia brasileira, numa relação de 4,7% para 3,5%. Este é o resumo do balanço feito pelo Sindicato da Indústria da Construção de São Paulo (Sinduscon/SP) em coletiva à imprensa, na última quarta-feira (03/12).

O presidente da entidade, Sérgio Watanabe, disse que “em 2009, a construção civil será esteio do PIB brasileiro”, porém destacou que, para tanto, “é fundamental a manutenção dos investimentos, “a todo custo”. “Portos, energia, marcos regulatórios etc. são a base de sustentação para criar ambientes propícios, que permitam à construção civil servir de amortecedor para a crise”, destacou Watanabe.

Conforme o Sinduscon/SP, na eventualidade de uma estagnação dos investimentos, em consequência das incertezas provocadas pela crise externa, haverá uma redução próximo a 1 ponto percentual no crescimento do PIB brasileiro, que se situará na casa de 2,8%, enquanto o setor crescerá 3,8%.

Em relação à redução no quadro de trabalhadores, que dá mostras de iniciar após níveis extraordinários de contratações em outubro último (18,5% acima de igual mês de 2007), o diretor de economia do Sinduscon/SP, Eduardo Zaidan, lembrou que “este é o tradicional período da sazonalidade no setor. Uma consulta aos panoramas dos anos anteriores vai demonstrar que a curva é, basicamente, a mesma”.

Na avaliação do Sinduscon/SP, o acréscimo no quadro das “demissões sazonais” deve ocorrer setorialmente: “Em função das incertezas, lançamentos foram adiados, e os postos abertos para a finalidade deixaram de existir. Contudo, as obras em andamento não foram e nem serão interrompidas. A construção civil planeja para 18, 24 e até 36 meses. O que está em realização hoje é fruto de investimentos anteriores, representando um fluxo que não pode ser interrompido”, reforçou Watanabe.

Após o primeiro trimestre do ano, o desempenho da construção civil, no que respeita ao segmento imobiliário, terá como forte componente a disposição do mercado para assumir riscos: “É inegável que, em algumas regiões, está esgotado o mercado para alta renda, segmento que independe de salário. Nestas regiões, as atenções se voltam para a baixa renda e esta, quanto menor o ganho, maior é o volume do mercado que representa e, portanto, maior é o risco que oferece. Diante deste quadro, há que ter coragem de enfrentar o risco, embora com cautela. Não há outro jeito”, opinou Watanabe.

Números de 2008 – O Sinduscon/SP prevê que a construção civil fechará 2008 com crescimento de 10%, e apresenta os números que levam à conclusão: “Entre janeiro a outubro, as vendas de cimento cresceram 15% e as de aço, 37%. O financiamento habitacional com recursos da poupança foi 80% superior ao concedido no mesmo período de 2007. O faturamento da indústria de material no mercado interno teve expansão real de 24%, e todas as regiões do país registraram crescimentos superiores a 10% no nível de emprego formal na construção. Ao fim de outubro, o emprego no setor registrou cerca de 2 milhões de postos de trabalho diretos”.

Financiamento habitacional bate recorde, anuncia Caixa

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02/12/2008
Segundo banco, foram aplicados R$ 20,4 bilhões até novembro.
Número representa 60% de aumento sobre o mesmo período de 2007.
Maria Angélica Oliveira
Do G1, em São Paulo

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta terça-feira (2) que os contratos de financiamento habitacional bateram novo recorde em 2008, somando R$ 20,4 bilhões. Segundo o banco, o valor representa um crescimento de 60% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o valor havia sido de R$ 12,7 bilhões

Os dados, fechados para o período até o dia 28 de novembro, apontam que foram assinados 446 mil contratos de financiamento habitacional no país durante o ano. A instituição informou ainda que, até o fim do ano, estima aplicar R$ 22,8 bilhões para financiamento e atingir a marca dos 500 mil contratos. Caso o número seja confirmado, a instituição também baterá o recorde anual de número de contratos, atualmente nos 466.526 financiados em 2003.

Planos para 2009:
Para o ano que vem, a Caixa diz ainda não ter fechado o seu orçamento para o setor de habitação, mas afirmou que pretende manter o valor previsto para o ancerramento de 2008, de R$ 22,8 bilhões. “A perspectiva da Caixa para o que vem não é negativa, muito pelo contrário. Achamos que podemos crescer até 20% (no financiamento habitacional)”, disse o vice-presidente do banco, Jorge Hereda.

Segundo ele, a Caixa tem tomado medidas para facilitar as condições de financiamento, citando como exemplo um convênio assinado em novembro entre a Caixa e o Ministério do Planejamento, para o financiamento de imóveis para funcionários públicos federais com desconto em folha. “Pretendemos continuar com parcerias com as governos estaduais (para os funcionários públicos locais)”, confirmou Hereda.

Petrobras:
Jorge Hereda também minimizou a polêmica levantada em torno do empréstimo de R$ 2 bilhões da Caixa para a Petrobras. “Para a gente é uma coisa perfeitamente resolvida, muito simples. É óbvio que uma grande empresa que sempre se financiou com recursos externos, em um momento de crise, vai procurar alternativas no Brasil”, afirmou o vice-presidente.

“O que existe é o que existe em qualquer empresa. O crédito lá fora está difícil, e as empresas estão procurando saídas aqui”, completou.

Segundo o vice-presidente da Caixa, outras empresas de grande porte têm procurado o banco em busca de empréstimo. No entanto, ele não quis citar quais seriam essas companhias. Para Hereda, esse tipo de empréstimo – que exige volumes financeiros maiores – não irá prejudicar o crédito para pequenas e médias empresas.

Tipos de empréstimo:
De acordo com o banco, os empréstimos com recursos das cadernetas de poupança (SBPE) superaram R$ 9,3 bilhões, com crescimento de 76% em relação aos R$ 5,2 bilhões de 2007. A meta é terminar 2008 com R$ 10 bilhões financiados nesse segmento.

Já na linha de financiamento que utiliza recursos do FGTS, a Caixa chegou aos R$ 10,2 bilhões, com aumento de 60% frente a 2007, e com a perspectiva de chegar a R$ 11,7 bilhões até o final do ano.

Perfil dos clientes:
De acordo com a instituição, em média o banco financiou 49,8% do valor total dos contratos. De 2003 a 2003, a maior parte dos tomadores de empréstimo (40%) ganham até três salários mínimos, sendo que 33% tem renda superior a cinco salários e 27% ganham entre três e cinco salários. A maioria dos usuários do financiamento (67%) têm até 30 anos.

A entidade destacou ainda o papel dos feirões na quebra do recorde de contratações habitacionais. O evento passou por dez cidades (São Paulo, Brasília, Salvador, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, Uberlândia, Fortaleza, Curitiba e Rio de Janeiro), contabilizando R$ 4 bilhões e cerca de 56 mil negócios encaminhados.

Juros:
Questionado a respeito da cobrança do governo federal para que os bancos públicos reduzam as taxas de juros, o vice-presidente da Caixa disse apenas que esta é uma possibilidade que a instituição está analisando. “A Caixa não subiu nenhuma taxa de juro e também está estudando a possibilidade de abaixar”, disse Jorge Hereda.

A cobrança do governo se deve à crise econômica e às liberações de depósitos compulsórios por parte do Banco Central para os bancos. Em outubro, o BC liberou R$ 52,2 bilhões dos compulsórios. LULA

Capital de giro:
Antes da coletiva de imprensa realizada em São Paulo onde foram anunciados os resultados no setor de habitação, foram assinados os dois primeiros contratos de capital de giro para empresas do ramo de construção civil, no valor de R$ 4 milhões.

Até março, a Caixa deverá aplicar R$ 3 bilhões em operações como essa. A operação está prevista na Medida Provisória 445, que dispensa a Caixa de repassar parte dos dividendos para a União dentro das medidas para enfrentar a crise financeira global, aprovada pelo Congresso.

Publicado em: on Dezembro 3, 2008 at 12:22 am Deixe um comentário

Governo reduz juros para a construção civil e para a compra da casa própria

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02/12/2008
Objetivo é combater a recessão que afeta o setor e gerar mais empregos na área
O Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) decidiu nesta terça-feira reduzir os juros para construtoras e pessoas físicas com o objetivo de combater a recessão que afeta a construção civil e gerar mais empregos na área. O anúncio foi feito pelo presidente do conselho, o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, que lembrou ser o setor que mais gera emprego proporcionalmente no Brasil.

A medida, válida a partir de 2009, vai incentivar a compra da casa própria para pessoas físicas. Quem recebe, por exemplo, salário bruto de até R$ 2 mil, poderá usar recursos do FGTS e pagar com juros de 5% mais TR — atualmente, nesse tipo de transação, os juros são de 6% ao ano mais TR. Os cotistas do FGTS — os trabalhadores empregados cujas empresas recolhem tributo a esse fundo – vão pagar menos juros ainda: 4,5% ao ano mais TR.

— É a mais baixa taxa de juros do mercado para aquisição da casa própria. Com isso, nós precisamos, tentamos, queremos e vamos aquecer o mercado de construção, que gera emprego, e do consumidor, que também gera emprego, e atingir o sonho de todo mundo, que é ter a sua casa própria — concluiu, o ministro, referindo-se às duas medidas anunciadas.

O Conselho também aprovou para o orçamento do FGTS a liberação de R$ 3 bilhões para a indústria da construção civil em 2009. A aplicação desses recursos do FGTS se dará por meio da redução de juros, de modo a incentivar a construção de moradias. Para a construção de moradias no valor de até R$ 130 mil, os juros serão de 7% ao ano mais taxa de referência (TR, em torno de 1,5% ao ano) e, acima disso, taxa de 9% ao ano mais TR.

— São duas taxas baixas para quem incorpora e investe na construção de habitações, no sentido de incentivar a criação de empregos numa área que mais cresce a empregabilidade no Brasil — disse o ministro.