Como Vivem os Gaúchos Que Optaram Por Condominios Fechados

5846940

VERÃO 2009
A vida na Ilha da Tranquilidade

Ao toque do proprietário no sensor que identifica impressões digitais, as cancelas se abrem para um novo tipo de veraneio, que seduz cada vez mais gaúchos. Detrás dos muros, crianças correm soltas e brincam em praias artificiais sob o olhar de salva-vidas particulares, casais dormem com as portas das casas destrancadas, uma Ferrari passeia com os vidros abertos e jovens jogam futebol em gramados idênticos aos dos melhores estádios.

Poderia ser em Miami ou em Punta Del Este, mas ilhas de sofisticação e tranquilidade como essa se expandem no litoral gaúcho: 14 anos depois do primeiro lançamento, já são 29 os condomínios fechados de alto padrão nos 80 quilômetros entre Imbé e Torres.

Quem viaja rumo às praias já percebeu a transformação da paisagem ao longo da Estrada do Mar. De antigas áreas de banhado ou areais emergiram casas luxuosas como capim das dunas. Mas só quem entra nesses complexos de dezenas de hectares consegue perceber a dimensão do fenômeno.
Amedrontados pela violência que os afugentou das casas de verão à beira-mar e atraídos pela infraestrutura similar à dos melhores clubes oferecida pelos condomínios, veranistas se dispõem a pagar de R$ 80 mil a R$ 1 milhão por um lote.

O perfil de quem optou por um novo tipo de veraneio é o de gente como o empresário do setor financeiro Ricardo Malcon, 58 anos, que há sete anos trocou as férias em Punta ou no apartamento em Torres por uma casa com cinco suítes em um empreendimentos de Atlântida. Em vez do voo de uma hora e 15 minutos até a praia uruguaia e da burocracia que fazia a viagem durar três horas e meia, hoje comemora a facilidade de chegar em 20 minutos, de helicóptero, ou em duas horas, de carro.

– Ir a Punta era uma novela. Aqui é pertinho e dá para deixar tudo na casa que não tem problema. Dá para aproveitar o ano inteiro. Venho só com a roupa do corpo – resume ele, que se orgulha de ter pés de limão, maracujá, uva e butiá no seu quintal praiano e de ter convencido dois amigos a engrossar a vizinhança.

Entre as casas sem grades, veranistas retomam hábitos perdidos no tempo. Gente que mal conhece o vizinho na Capital experimenta a sensação de morar numa vila onde todos se chamam pelo nome. Filhos que ficavam trancados em casa jogando videogame e só saíam acompanhados dos pais voltam a esfolar os joelhos andando de bicicleta sozinhos.

– Aqui a gente tem aquele verão de antigamente. Tenho de sair catando meu filho para ver em que casa ele está almoçando. Fomos passar o Réveillon em Punta e meu guri ficou reclamando, dizendo que queria voltar para cá – conta a empresária Sheyla Ciancio, 46 anos, de Porto Alegre.

Na portaria de um desses condomínios, em Atlântida, a identificação digital é apenas uma das estratégias previstas para a segurança.

Em busca dessa proteção, pessoas que até pouco tempo atrás torciam o nariz para o veraneio em condomínios, como a analista de sistemas Déborah Pilla Villela, 40 anos, acabam se rendendo. Cansada de ter a casa da praia em Atlântida arrombada durante o inverno, ela passa seu primeiro veraneio na casa recém-construída em um desses condomínios.

– Eu era daquela teoria de jamais ter casa em condomínio, pensava que não iria me adaptar. Mas é muita vantagem – argumenta, satisfeita por ver as filhas de cinco e oito anos desfrutando a liberdade protegida pelos muros.

ZERO HORA.com

Publicado em: on Janeiro 31, 2009 at 8:30 pm Deixe um comentário

Caixa só financiará construtora que usar madeira legal

fotos_madeiras1

A partir de agora, a Caixa Econômica Federal só vai financiar construtoras que comprovarem a origem legal da madeira usada nas obras. O acordo entre a Caixa, o Ministério do Meio Ambiente e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) pretende coibir o uso de madeira ilegal, geralmente retirada em desmatamentos na Amazônia. O banco é o principal agente financeiro imobiliário do País. Em 2008, a Caixa fechou cerca de 500 mil contratos de financiamento, em valores próximos de R$ 23 bilhões e a expectativa é de mais um recorde de desembolsos para o setor este ano.

A construção imobiliária consome grandes quantidades de madeira em andaimes, forros, pisos, portas e outras finalidades. A Caixa vai incluir nos contratos firmados com as construtoras uma cláusula que torna obrigatória a apresentação do documento de origem florestal (DOF), que comprova a origem, a quantidade e finalidade da madeira consumida. A regra não vai atingir pessoas físicas que financiem material para compra ou reforma de imóveis, informa Luana Lourenço da Agência Brasil .

De acordo com o Ibama, o DOF garante que a madeira tem origem em desmatamentos autorizados (quando proprietários de terra derrubam os 20% de sua propriedade a que têm direito, no caso da Amazônia) ou de manejos florestais, quando apenas as grandes árvores de valor comercial são retiradas da floresta.

O desmatamento e as queimadas são responsáveis, no Brasil, por cerca de 75% de toda a emissão de gases que provocam o aquecimento global. A derrubada e a queima de matas ocorre por diversas finalidades, como a abertura de pastagens, para uso do solo na agricultura ou pela ação predatória de madeireiros, que retiram madeiras nobres e promovem a derrubada do restante.

O instituto vai treinar funcionários da Caixa para consulta ao sistema DOF para que tenham acesso à informações da madeira usada pelas construtoras. Para as empresas, a orientação é procurar uma das unidades do Ibama nos estados para inscrição ou regularização em um cadastro federal para movimentação de madeiras. Até 30 de junho, a ação terá caráter educativo, segundo a Caixa. Após essa data, as empresas que não apresentarem os documentos não terão acesso a novos financiamentos do banco e serão investigadas pelo Ibama.

Publicado em: on Janeiro 8, 2009 at 7:02 pm Comentários (1)

Gafisa lança Guia da Compra Segura de Imóvel

foto

No início do mês de novembro a Gafisa, uma das maiores incorporadoras do Brasil, lançou uma nova campanha voltada para o bem-estar do seu consumidor. Com o Guia da Compra Segura de Imóvel, a empresa pretende orientar seus clientes a comprarem um imóvel apenas quando se sentirem 100% seguros sobre o assunto, incitando-os a fazerem todas as perguntas necessárias e resolverem todas as dúvidas possíveis antes de finalizarem o negócio, já que se trata de um bem para toda a vida.

Desta forma a Gafisa, que tem 54 anos de experiência no mercado e já entregou mais de 950 empreendimentos, mostra a solidez de sua marca ao oferecer um serviço tão importante e transparente a seus clientes e todos os consumidores.

O Guia apresenta 70 perguntas a serem realizadas e as respectivas respostas corretas a serem ouvidas antes da compra de um imóvel para morar ou investir. O material impresso estará disponível nos estandes de vendas da Gafisa em todo o País e será distribuído gratuitamente aos visitantes.

A rádio CBN das cidades de São Paulo, Curitiba, Goiás e Belém também irá transmitir o “Momento Gafisa da Compra Segura”, um mini programa com um minuto de duração a ser veiculado de segunda a sexta-feira apresentando perguntas e respostas sobre a compra de imóveis.

Acesse agora www.gafisa.com.br/comprasegura e consulte o Guia da compra Segura de Imóvel.

Publicado em: on Janeiro 5, 2009 at 10:40 pm Deixe um comentário

Teto do financiamento pelo FGTS é elevado para R$ 350 mil

eiffel-marco-franca_006ci2

Para imóveis até R$ 130 mil já vigoram juros reduzidos, de 6,17% para 5%.

05/01/2009, – Conforme noticiou a grande imprensa (O Estado de S.Paulo, O Globo, O Dia, Extra) nos três primeiros dias de janeiro, a Caixa Econômica Federal deu fim ao limite de renda para financiamento da casa própria com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); e elevou o teto do empréstimo, de R$ 130 mil para até R$ 350 mil, válido também para candidatos a mutuário que não são cotistas do Fundo.

Exclusivamente para cotistas do FGTS há mais de três anos, sem limite de renda (anteriormente, o teto máximo era R$ 4,9 mil de renda familiar), está em vigor o Programa Especial de Crédito Habitacional (Pró-Cotista), igualmente para financiar imóveis de até R$ 350 mil. A vantagem é o juro mais baixo (noticiado em 8,66% ao ano) em relação às taxas de outros custeios, como a poupança (Sistema Financeiro da Habitação), que permite taxa de até 12% ao ano; ou o aporte próprio dos bancos privados (Sistema de Financiamento Imobiliário), com juros que chegam até 16% ao ano.

Juros Menores para financiamentos até R$ 130 mil – Desde o último dia 2 (sexta-feira, janeiro, 2008), vigora a redução das taxas de juros para imóveis de até R$ 130 mil reais, autorizada pelo Conselho Curador do FGTS no dia 04 de dezembro de 2008 (Resolução 578, que inclui permissão para aquisição de cotas de outros Fundos: os de Investimentos Imobiliários e os de Direitos Creditórios).

O financiamento para imóveis (na planta, novos ou usados) de até R$ 130 mil pode alcançar 100% do custo total. A amortização é em até 300 meses, no caso de alienação fiduciária; e em até 204 meses, no caso de garantia hipotecária. A taxa de juros tem diferentes valores, estabelecidos em função de três patamares de faixas de renda.

Renda familiar bruta entre R$ 415,00 até R$1.875,00 – Para estas faixas de renda, os juros foram reduzidos de 6,17% para 5% ao ano, mais a Taxa Referencial (TR).

Renda familiar bruta entre R$1.875,01 até R$ 2.000,00 – Nestas faixas, juros caíram de 8,16% para 7,16% ao ano, mais a TR.

Renda familiar bruta entre R$ 2.000,01 até R$ 4.900,00 – Os juros dos financiamentos pelo FGTS para estas faixas de renda são praticados à razão de 8,16% ao ano, mais a TR.

Para mutuários que participam do Fundo há três anos, no mínimo, a taxa de juros cai 0,50% em cada um dos três patamares das faixas de renda, configurando, respectivamente, 4,5%; 6,66%; e 7,66%. Permanece a adição da TR.

Taxa Referencial de Juros (TR) – A TR, utilizada como correção (além dos juros) para as prestações de financiamentos imobiliários, foi criada pelo Plano Collor II (28/05/1993). Trata-se de uma taxa referencial básica para mês corrente, cujo cálculo (diário e acumulado mensal) não tem a incidência da inflação do mês anterior.

O cálculo da TR tem como base o volume mensal de Certificados de Depósitos Bancários (CDBs); e de Recibos de Depósitos Bancários (RDBs), captados pelas 30 maiores instituições financeiras do país: bancos múltiplos, comerciais e de investimentos; e caixas econômicas.

Descrita desta forma resumida e simples, a TR parece um monstro que vai engolir o mutuário a partir do bolso, mas está muito longe desta temerária realidade. A TR é bem pequenina, muitíssimo conhecida dos brasileiros, uma vez que é também utilizada para corrigir os depósitos de poupança.

Para candidatos a mutuário (que vão rir à toa pela correção ínfima dos seus financiamentos); e para poupadores, seguem os percentuais apontados pela TR, de janeiro a dezembro de 2008: 0,1010; 0,0243; 0,0409; 0,0955; 0,0736; 0,1146; 0,1914; 0,1574; 0,1970; 0,2506;0,1618; 0,2149. TR acumulada no ano: 1,6348%.

Localização do imóvel regra o financiamento – Para todas as faixas de renda (R$ 415,00 até R$ 4.900,00), é possível financiar imóveis localizados em Regiões Metropolitanas de cidades dos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro; no Distrito Federal e em sua Região Integrada de Desenvolvimento (RIDE/DF). Nessas localidades, o financiamento com juros reduzidos é concedido para imóveis de até R$130 mil.

Da mesma forma, todas as faixas de renda do programa podem candidatar-se à compra de imóveis localizados em municípios com população igual ou superior a 500 mil habitantes; e nas capitais e cidades interrelacionadas, independente do total populacional. Porém, para estes dois casos, a concessão do crédito é limitada a R$ 100 mil.

Para imóveis localizados nos demais municípios, o crédito é direcionado às faixas de renda entre R$ 415,00 a R$ 3.900,00, com limite de R$ 80 mil.

Além destes critérios, o candidato a mutuário deve considerar que o crédito imobiliário é concedido pelas instituições financeiras mediante análise de capacidade de compra. A base desta análise é simples: o valor das prestações é limitado a 30% da renda mensal familiar do interessado.

Por ora, além da Caixa Econômica Federal, principal agente do FGTS, esta linha de crédito começa a ser ofertada pelos Bancos Real e Itaú, com possibilidade de adesão por Bradesco e Santander.

Financiamento pelo SFH também permite uso do FGTS – Os financiamentos imobiliários contratados através do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), concedidos com recursos da caderneta de poupança, também podem compor a quitação com o Fundo do Trabalhador. Desde que não possua imóvel, o mutuário pode utilizar seu saldo no FGTS para o pagamento da entrada ou das prestações. Atualmente, os juros praticados pelos vários bancos que operam o SFH oscilam entre 9% a 12% ao ano.

Ainda, imóveis podem ser adquiridos através do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), praticado pelos bancos com recursos próprios. Os juros do SFI estão entre 12% a 16% ao ano.

Fontes: O Estado de S. Paulo/O Globo/Extra/O Dia/Caixa Econômica Federal.