A crise e seu contraponto: o Brasil, por Stephen Kanitz.

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Imperdível reler o artigo do palestrante internacional, que lança seu blog: O Brasil que Dá Certo.

16/02/2009, São Paulo, SP – Desde o dia 15 (domingo,fevereiro, 2009), está disponível na internet o blog: O Brasil que Dá Certo, capitaneado por Stephen Kanitz, administrador de empresas graduado pela Harvard Business School; articulista; e conceituado palestrante internacional.

O artigo reproduzido a seguir foi publicado em outubro de 2008 no site de Kanitz. É certo que, desde então, ocorreram mudanças econômicas mundiais importantes (como a insolvência de alguns bancos norte-americanos, anunciada neste domingo, 15, fevereiro), que podem contradizer algumas colocações de Kanitz. Porém, também certo é que a essência do seu artigo permanece revestida de considerável validade. A seguir, o artigo escrito por Kanitz em outubro de 2008. Os realces em bold são grifos do autor.

O que Fazer Nesta Crise?

Stephen Kanitz

Toda crise tem sete fases:

Fase 1. Não há problema na economia, diz a autoridade econômica, é tudo boato.
Fase 2. Sim, temos um problema, mas tudo está sob controle.
Fase 3. O problema é grave, mas medidas corretivas já foram tomadas.
Fase 4. O problema é muito grave, mas as medidas emergenciais surtirão efeito.
Fase 5. Pânico geral, e salve-se quem puder.
Fase 6. Comissões de inquérito e caça aos culpados.
Fase 7. Identificação e prisão dos inocentes.

Os Estados Unidos e a Europa estão na fase 5. Brasil, China e Índia estão na Fase 3. Precisamos nos proteger contra a possibilidade de chegarmos na Fase 5, quando basta um entrevistado na televisão afirmar que: “esta crise é igual ou pior que a de 1929”, como vários já falaram; ou escrever no jornal: “as consequências da crise chegaram definitivamente no Brasil”, como já foi publicado, e gerar pânico por aqui.

Não, a crise ainda não chegou ao Brasil, ainda estamos na Fase 3 e mesmo se crescermos 0% este ano, o que ninguém prevê, toda empresa irá vender a mesma coisa no ano que vem. Sua promoção pode estar em risco, mas não o seu emprego.

Ademais, esta crise nada tem a ver, nem terá, com a severidade da crise de 1929, quando 25% dos trabalhadores perderam seus empregos; e que durou até 1940 com 14% (de trabalhadores desempregados). Na pior das hipóteses, o desemprego nos Estados Unidos aumentará 3%, mesmo assim só por 24 meses.

Se tivessem líderes administrativos socialmente responsáveis, eles já teriam ido a público garantir que manteriam o nível de emprego de suas empresas nos próximos 12 meses. Hoje custa mais para se treinar um novo funcionário do que para mantê-lo fazendo algo por 12 meses.

Depois que Alan Greenspan e Nouriel Roubini saíram dizendo que a crise era igual à de 1929, todos os americanos pararam de gastar, aumentando sua poupança e prevendo o pior. Ninguém sabe quem serão os 25% de desempregados. Quando 100% dos consumidores param de gastar por um único mês, cria-se uma espiral recessiva imprevisível. Outra alternativa seria alertar os 3% que talvez sejam demitidos para economizar, para que os 97% possam manter normalmente suas compras, evitando a espiral recessiva.

Na crise de 1929, 4.000 bancos quebraram, e a mera referência a 1929, como fizeram Greenspan e Roubini leva pessoas leigas a correr para os bancos, o que aconteceu agora na Europa.

A imprensa perdeu a capacidade de filtrar e processar informação, premida pelo tempo exíguo para colocar tudo na internet. Publicam o que vier, especialmente se for notícia ruim.

Nenhum banco comercial irá quebrar, nenhum ainda quebrou nos EEUU, e mesmo se forem um ou dois, nada se compara com 4.000. Bancos sempre quebram, mas ninguém percebe. Mesmo se quebrarem, o seu dinheiro, ao contrário de 1929, está no fundo DI (nota da redação: referência ao fundo de Depósito Interfinanceiro, cuja carteira de investimentos é formada pela aplicação em títulos públicos), e não no Banco.

O Fundo DI está no SEU NOME e dos demais cotistas, e se um banco brasileiro quebrar, o que não vai acontecer, seu dinheiro está salvo. No máximo você terá de esperar uma semana para a troca de administrador do seu fundo. O dinheiro está aplicado em títulos do tesouro em SEU NOME, não do Banco. Deixar o dinheiro onde está é o mais seguro. Se você resgatar o seu fundo DI, o dinheiro cai na sua conta, e se o banco quebrar justo neste dia, você vira um credor do banco. Nossos bancos estão recebendo depósitos dos apavorados estrangeiros. Muita gente em pânico está saldando suas cotas em fundos de ações e o seu gestor é OBRIGADO a vender uma ação, mesmo com ela caindo 20% no dia, algo que você jamais faria.

Acionistas majoritários não estão em pânico, nem podem nem querem vender suas ações. Só os minoritários se sentem uns idiotas porque não venderam na “alta”.

Não temos bancos de investimento no Brasil. De fato, Roberto Campos implantou neste país este mesmo modelo americano que está ruindo, mas felizmente foi uma lei que “não pegou”. Problema a menos.

Só temos bancos comerciais, e estes são muito bem controlados pelo Banco Central. Além do mais, nossos bancos têm dono, e por isto estão pouco alavancados, 4 a 5 vezes, contra 20 a 25 vezes dos bancos de investimentos americanos.

O Brasil não está alavancado. Nossos créditos diretos ao consumidor não passam de 36% do PIB, e devem crescer para 40% no ano que vem. Os Estados Unidos estão alavancados em 160% do PIB e é esta desalavancagem súbita que está causando problemas.

Nosso Banco Central adotou o que venho alertando há anos a países e famílias – a política de ter reservas para os dias de crise e hoje temos US$ 200 bilhões. Pela primeira vez o Brasil tem reservas para sustentar uma crise duradoura, sem ter que se endividar para cobrir furos de caixa. Temos um sistema financeiro dos mais modernos e rápidos do mundo, implantado devido à inflação galopante dos anos 90. Nos Estados Unidos demora-se duas semanas para descontar um cheque entre bancos, por isto o sistema travou. Nenhum banco confia em outro banco numa crise destas.

Esta é a hora para disseminar a nossa força, as nossas reservas, a competência de Henrique Meirelles, primeiro administrador financeiro (Coppead) a comandar o nosso Banco Central, e já se nota a diferença. Está na hora de mostrarmos ao mundo que como a China e Índia, nós vamos crescer via mercado interno, com produtos populares, tese que há anos venho defendendo.

Esta é a hora de mostrar o que DÁ CERTO no Brasil, em vez de conseguir fama no rádio e na televisão mostrando o que poderia dar errado. Lembre-se que os verdadeiros culpados já estão se movimentando para culpar os inocentes, e assim saírem incólumes e mais poderosos.

Stephen Kanitz é paulistano, formado em contabilidade pela Universidade de São Paulo (USP), onde também cursou doutorado em Ciências Contábeis. Seu mestrado em administração de empresas ocorreu naHarvard Business School. Palestrante e consultor, autor de diversas obras, Kanitz é articulista da Revista Veja e criador da edição: Melhores e Maiores, da Revista Exame. Na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) é árbitro na Câmara de Arbitragem do Novo Mercado.
Para acessar o recém inaugurado blog de Stephen Kanitz é necessário castrar-se no endereço: http://www.kanitz.com/index_refresh.htm

Publicado em: on Fevereiro 19, 2009 at 6:37 pm Comentários (1)

Arquiteto constrói casa carbono zero com técnica medieval

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Construção pode vir a ser modelo para produção em larga escala na Grã-Bretanha.
Arquitetos da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, apresentaram nesta quarta-feira uma casa de carbono zero que pode vir a ser produzida em série no país em um futuro próximo.
O trabalho é da Universidade de Cambridge (Foto: Hawkes Architecture)
A casa de quatro quartos, localizada nas proximidades da cidade de Staplehurst, utiliza uma técnica aplicada na construção de casas da época medieval e vista como mais eficiente na contenção de emissões de gases causadores do efeito estufas.
“O design é econômico, já que a casa é relativamente fácil de ser construída e, a partir do momento em que você sabe o que está fazendo, é rápido”, afirmou o desenhista Michael Ramage, do Departamento de Arquitetura da Universidade de Cambridge.
Mais de um quarto (27%) das emissões de gases causadores do efeito estufa da Grã-Bretanha é gerado por residências, o que contribui de forma significativa para o aquecimento global.
Poucas casas são movidas unicamente por energia solar e muitos designs são muito caros, inviabilizando a produção em massa.
O governo britânico quer que todas casas novas sejam livres de emissões de gases causadores do efeito estufa em 2016.
A construção em forma de arco é basicamente uma câmara de 20 metros coberta com terra e plantas, que servem de camuflagem e ajudam a construção a se mesclar com o ambiente rural.
O projeto é uma adaptação de uma técnica medieval que utiliza tijolos finos para criar construções leves e duráveis.
Assim, a casa adquire resistência estrutural e, ao mesmo tempo, evita a utilização de materiais que consomem muita energia na sua produção, como concreto armado.
A estrutura também fornece uma grande quantidade de massa térmica, permitindo a casa a reter calor, absorver flutuações de temperatura e reduzir a necessidade de sistemas de aquecimento ou resfriamento.
Qualquer aquecimento adicional é provido pela combinação de sistemas fotovoltaico e térmico de aquecimento, que capta energia solar.
Além disso, um aquecedor de 11kW de biomassa foi instalado na casa para fornecer energia quando o sol tiver aparecido por alguns dias.
O isolamento térmico é feito com papel de jornal reciclado.
“A construção mostra como o design contemporâneo pode promover materiais locais e integrar novas tecnologias para produzir um prédio altamente auto-sustentável”, afirmou o arquiteto responsável pelo projeto, Richard Hawkes, que será o primeiro ocupante da casa.

Publicado em: on Fevereiro 18, 2009 at 8:35 pm Deixe um comentário

Condominios Lançados no Litoral Gaúcho

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Mercado imobiliário / Zero Hora
Férias 2009
ATLÂNTIDA ILHAS PARK Com 155 lotes ao custo médio de R$ 300 mil, ainda há 10 terrenos à venda. O lugar oferece mirantes para os lagos.
ATLÂNTIDA LAGOS PARK Lançado em 1997, foi o primeiro condomínio de terrenos no Litoral Norte. Os 344 lotes foram negociados por cerca de R$ 36 mil.
BOSQUES DE ATLÂNTIDA Com 202 lotes, foi lançado no mercado em 2006 e entregue no ano seguinte, todo comercializado. Têm trilhas para caminhadas. O preço dos lotes foi em média de R$ 350 mil.
CARMEL CONDOMÍNIO Com 78 lotes, 50% já vendidos. O preço dos lotes varia de R$ 200 mil a R$ 320 mil. É construído em meio a um bosque.
CASA HERMOSA Lançado este ano, terá 531 casas horizontais. O condomínio oferece paradouro à beira-mar. Cem casas foram colocadas à venda. As casas variam de R$ 129 mil a R$ 249 mil.
CELEBRATION CONDOMINIUM CLUB Pré-lançado nesta semana, o empreendimento terá 182 lotes, com o custo de R$ 190 mil a R$ 370 mil. Será o único com lagos na parte externa do condomínio.
ENSEADA LAGOS DE XANGRI-LÁ 565 lotes. Terrenos têm fundos com vista para lagos em média por R$ 250 mil.
GREEN VILLAGE Com 224 terrenos e custo médio de R$ 200 mil, o empreendimento foi 100% vendido. Têm quadras cobertas de tênis de saibro e grama.
LAS DUNAS Construído em 2004, o condomínio com 110 terrenos já foi todo vendido. Os preço dos lotes oscilaram de R$ 300 mil a R$ 700 mil.
LAS PALMAS Lançado em janeiro de 2007, com 329 lotes, o condomínio está 90% vendido. Na infraestrutura, tem quadra de tênis coberta. Custo médio por lote: R$ 80 mil.
LA PLAGE Construído em 2005, é um condomínio à beira-mar com 74 terrenos. Desse total, só nove ainda não foram vendidos. Com infraestrutura de clube, os lotes custam de R$ 283 mil a R$ 629 mil.
PACIFIC RESIDENCE CLUB Com 445 unidades, está 70% negociado. Têm cinema e piscina aquecida coberta. O preço varia de R$ 250 mil a R$ 380 mil.
PLAYA VISTA Lançado nesta semana, tem 114 lotes com preços que variam de R$ 400 mil a R$ 1 milhão. No pré-lançamento, 60% dos lotes foram vendidos.
PORTO CORONADO Lançado em 2002 com 200 terrenos, o empreendimento já foi negociado. O preço: R$ 200 mil.
QUINTAS DO LAGO Lançado em 2008 com 177 lotes, ao custo de R$ 146 mil a R$ 340 mil, 104 já foram vendidos. Tem quadra oficial de tênis.
RIVIERA XANGRI-LÁ Com 334 lotes. A primeira fase já foi 80% negociada. Os terrenos custam em média R$ 160 mil. Conta com espaço gourmet.
VENEZA CLUB Lançado em dezembro com 150 lotes, um terço vendido. Os terrenos têm frente para lagos. Preço médio: R$ 125 mil.
VENTURA CLUB Lançado em 2007 com 358 lotes, já está 97% vendido. Os terrenos são distantes um do outro e o preço médio é de R$ 140 mil.
VILLAGGIO ATLÂNTIDA Lançado na semana passada, o condomínio terá 149 lotes. O preço vai variar de R$ 175 mil a R$ 440 mil. Espaço para crianças com 150 metros quadrados.
XANGRI-LÁ VILLAS RESORT Lançado em 1995, foi o primeiro condomínio fechado de casas no litoral. As 377 casas terminaram de ser vendidas em 2002 com preços que variaram de R$ 200 mil a R$ 350 mil.

Publicado em: on Fevereiro 2, 2009 at 11:49 am Comentários (2)

Condominios do Litoral: A vez da Classe Média

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VERÃO 2009/Zero Hora
A combinação de infraestrutura e segurança em condições acessíveis de pagamento está levando a classe média para dentro dos condomínios no Litoral Norte. Mantendo as atrações de lazer, incorporadoras já oferecem casas ao preço do custo médio de um terreno, cerca de R$ 130 mil. Mas o grande filão ainda é a venda de lotes prontos para construir, com valores que oscilam de R$ 40 mil a R$ 1 milhão.

Dentro do perfil dos novos compradores, estão profissionais liberais e famílias que tinham moradias no litoral e agora investem em uma nova modalidade de casa de praia. Desde o início de 2008, pelo menos nove condomínios foram lançados na região. Somados aos empreendimentos já existentes, são pelo menos 29 complexos de lotes e casas na costa gaúcha. A maior concentração fica em Xangri-lá, onde estão 20 deles.

Quem comemora a convergência é o secretário de Administração e Finanças do município, Marco Aurélio Prestes. Só um condomínio responde por 10% da receita do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) do município, que é de cerca de R$ 10 milhões por ano na cidade.

– Em cinco anos a nossa arrecadação (de IPTU) deve dobrar, chegar a R$ 20 milhões – estima Prestes.

Desde 2002 neste mercado, Jaime Báril, diretor comercial da Báril Produtos Imobiliários, percebeu há três anos o filão da venda de casas em condomínios. Enxergou o interesse da classe média, que não quer e tampouco tem tempo para se dedicar a uma obra, ainda mais distante da cidade onde mora. Báril, na verdade, retornou ao modelo inicial.

Em 1995, o empreendedor Elmar Ricardo Wagner, presidente do Grupo Capão Novo, colocou no mercado o primeiro condomínio fechado do litoral, o Xangri-lá Villas Resort, um complexo de casas em Xangri-lá. Como as vendas se estenderam até 2002, Wagner foi atrás das respostas. Descobriu que aos clientes não agradava a ideia de terem uma casa igual ao do vizinho. Decidiu investir na estrutura coletiva e vender apenas os terrenos. Acertou a mão. Somadas as unidades dos 29 condomínios lançados nos últimos 14 anos, chega-se a mais de 7,7 mil unidades. Ao pioneiro impressiona a rápida valorização dos imóveis.

– O índice de valorização chega a ser irreal, mas é a lei da oferta e da procura. Já teve terreno comprado por R$ 36 mil e revendido por R$ 500 mil – afirma.

dionara.melo@zehora.com.br

Condominios no Litoral: Férias como Antigamente

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As experiências se multiplicam. Em um condomínio com uma raia de esqui aquático, com professor à disposição, a atração da semana entre a gurizada foi o enterro de um passarinho. Sensibilizadas com o animal encontrado morto, as crianças da vizinhança em Atlântida se mobilizaram. Conseguiram uma caixa de sapatos, chamaram os adultos e o enterraram no jardim. De pés descalços, a empresária Sheyla Ciancio ajudava o filho Marcelo, nove anos, e as sobrinhas Júlia Nunes, cinco anos, e Bruna, oito anos, na tarefa.

– Onde mais a gente ia fazer o enterro de um passarinho? Nem precisa organizar programas, as coisas acontecem – resume Sheyla, que somente na sexta-feira tinha dois convites para jantar em vizinhos.

O estilo de vida interiorano também conquistou a prima Victoria Nahon, 12 anos. Morando em Brasília e acostumada a passar o mês de janeiro nas areias cariocas do Leblon, onde moram os avós, experimentou a temporada em um condomínio do litoral gaúcho. Se tivesse de escolher entre os dois, não tem dúvida sobre qual seria seu favorito.

– Ah, prefiro aqui. A gente brinca, anda de bicicleta – conta a menina, que na semana passada quebrou um dedo pedalando pelas ruas que contornam os lagos artificiais.

Mais do que a academia, as piscinas, as quadras de vôlei à disposição, o que atrai a criançada é poder fazer qualquer coisa sem precisar da supervisão dos pais. Todo dia, saem sozinhas a desbravar os 40 hectares de área de bicicleta. À noite, as meninas organizam desfiles de moda, fazendo pose para os adultos.

A liberdade representa o sossego dos pais, que podem relaxar em saber onde andam os filhos. Às 17h de uma quinta-feira, em outro condomínio, a médica Eliana Gurski caminhava à procura da filha Daniela, de sete anos:

– Ela saiu às 11h.

O que seria motivo para desespero em qualquer praia movimentada, dentro dos muros é visto como reapropriação de liberdade.

– Aqui parece que a gente está no Interior, não tem perigo. Sei que ela está na casa de alguma coleguinha, mas nem sei qual – contou, descontraída, sabendo que a filha jamais passará dos portões vigiados.

leticia.duarte@zerohora.com.br