Condominios do Litoral: A vez da Classe Média

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VERÃO 2009/Zero Hora
A combinação de infraestrutura e segurança em condições acessíveis de pagamento está levando a classe média para dentro dos condomínios no Litoral Norte. Mantendo as atrações de lazer, incorporadoras já oferecem casas ao preço do custo médio de um terreno, cerca de R$ 130 mil. Mas o grande filão ainda é a venda de lotes prontos para construir, com valores que oscilam de R$ 40 mil a R$ 1 milhão.

Dentro do perfil dos novos compradores, estão profissionais liberais e famílias que tinham moradias no litoral e agora investem em uma nova modalidade de casa de praia. Desde o início de 2008, pelo menos nove condomínios foram lançados na região. Somados aos empreendimentos já existentes, são pelo menos 29 complexos de lotes e casas na costa gaúcha. A maior concentração fica em Xangri-lá, onde estão 20 deles.

Quem comemora a convergência é o secretário de Administração e Finanças do município, Marco Aurélio Prestes. Só um condomínio responde por 10% da receita do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) do município, que é de cerca de R$ 10 milhões por ano na cidade.

– Em cinco anos a nossa arrecadação (de IPTU) deve dobrar, chegar a R$ 20 milhões – estima Prestes.

Desde 2002 neste mercado, Jaime Báril, diretor comercial da Báril Produtos Imobiliários, percebeu há três anos o filão da venda de casas em condomínios. Enxergou o interesse da classe média, que não quer e tampouco tem tempo para se dedicar a uma obra, ainda mais distante da cidade onde mora. Báril, na verdade, retornou ao modelo inicial.

Em 1995, o empreendedor Elmar Ricardo Wagner, presidente do Grupo Capão Novo, colocou no mercado o primeiro condomínio fechado do litoral, o Xangri-lá Villas Resort, um complexo de casas em Xangri-lá. Como as vendas se estenderam até 2002, Wagner foi atrás das respostas. Descobriu que aos clientes não agradava a ideia de terem uma casa igual ao do vizinho. Decidiu investir na estrutura coletiva e vender apenas os terrenos. Acertou a mão. Somadas as unidades dos 29 condomínios lançados nos últimos 14 anos, chega-se a mais de 7,7 mil unidades. Ao pioneiro impressiona a rápida valorização dos imóveis.

– O índice de valorização chega a ser irreal, mas é a lei da oferta e da procura. Já teve terreno comprado por R$ 36 mil e revendido por R$ 500 mil – afirma.

dionara.melo@zehora.com.br

Publicado em:  on Fevereiro 2, 2009 at 11:46 am Deixe um comentário

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