Imóveis históricos em perfeita harmonia com edifícios modernos.
Projetos no Centro de Curitiba aproveitam casarões antigos na concepção de prédios novos; benefício vem em forma de preservação histórica e valorização das construções
A configuração das grandes cidades tem exigido aliar o novo ao antigo para manter viva a história. E há quem já tenha vislumbrado o potencial dessa possibilidade. No Centro de Curitiba, por exemplo, edifícios altos se erguem ao lado de casarões tombados pelo Patrimônio, imprimindo um contraste visual que, em vez de apagar, destaca. E com vantagens mútuas. Para o novo, o histórico dá originalidade. Para o antigo, a novidade garante a preservação. “O Centro de Curitiba é guardião da maior parte das edificações históricas que enriquecem, dão vida e atuam de forma cronológica para a arquitetura, a história e a cultura da cidade”, afirma a gerente de Gestão de Projetos da Invespark Empreendimentos Imobiliários, Michelle Beber. A empresa possui dois projetos na região central que incluem imóveis históricos em sua concepção. De acordo com a arquiteta do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) Ana Lúcia Pontes, Curitiba, nesse sentido, é uma capital peculiar, já que os loteamentos que abrigam imóveis históricos em geral são consideravelmente profundos ou largos – o que possibilita o aproveitamento do terreno para uma nova obra junto à edificação histórica. É característica rara nas cidades brasileiras. “Foi a primeira cidade do País a usar esse potencial e fomos também pioneiros em ter uma legislação específica sobre o assunto”, afirma. A Lei Municipal 6.337, de 1982, trata dos incentivos construtivos quando da preservação de imóveis históricos. E inclusive serviu de exemplo para o Estatuto das Cidades, de 2001, que incorporou algumas de suas prerrogativas. A arquiteta do Ippuc explica que os incentivos construtivos consistem em diversos parâmetros e liberações concedidos aos empreendedores em função da preservação do imóvel histórico. “E há também o incentivo fiscal, com a redução do IPTU”, complementa.
Fonte: Vida Imobiliária 11/05/2010



